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Como NFL ajudou Tite a marcar carreira de ex-Corinthians que precisou superar problema no coração – ESPN

Futebol nos EUA, soccer, futebol americano… Na preparação para o amistoso contra a Colômbia, na última sexta-feira, a seleção brasileira utilizou as instalações do Miami Dolphins, franquia da NFL, e o jogo foi realizado na casa da equipe, o Hard Rock Stadium.

Na madrugada desta terça para quarta-feira, a reedição da final da Copa América, contra o Peru, à 0h (de Brasília), acontece no Los Angeles Memorial Coliseum, que já abrigou Chargers, Raiders e hoje é a casa – temporária – dos Rams.

A conexão entre bola redonda e oval nesse giro da seleção pelos EUA pode ser aleatória, mas é fato que o futebol americano tem influência na vida do técnico Tite. Em 2013, ele deu ao atacante Adílson o livro “Fora do Comum”, escrito pelo ex-jogador e treinador da NFL Tony Dungy.

O centroavante, que havia atuado no Corinthians no ano anterior, estava parado há alguns meses após a suspeita de um problema no coração. Ele não sabia se iria jogar novamente, quando foi surpreendido com um telefonema do atual comandante do Brasil.

“O Tite falou: ‘Eu sei que você está afastado e vai ficar um tempo parado. Me dá o endereço da sua casa que vou te mandar um livro para ler e ir refrescando a cabeça’. Eu mandei o endereço e uns três dias depois chegou um livro com uma dedicatória: ‘Um sincero abraço! Coragem é fé, vai dar tudo certo’. Esse livro, eu guardo na minha casa como se fosse um troféu, junto com a faixa de campeão da Libertadores, as medalhas e as camisetas do Corinthians”, relatou o jogador, que voltou a jogar alguns meses depois.

A leitura ajudou Adílson a superar o período mais complicado no futebol.

“O livro era um simbolismo. O mais importante é que, por ele ter sido meu atleta, eu compreendia a fase que estava passando. E um aprendizado de superar adversidades é fundamental para seguirmos profissionalmente. Este livro te dá alguns exemplos, e grandes profissionais que atingiram excelência têm isso como característica. Não foi uma vida toda boa, mas tem momentos difíceis também. É preciso ter calma para passar por isso”, disse Tite, à ESPN.

No livro, Dungy aborda assuntos como a importância da educação na formação dos atletas e o perigos que eles correm por causa da fama. Ele conta algumas passagens de sua trajetória e reflete sobre o sucesso com frases de auto-ajuda.

Alguns conceitos que Dungy prega sobre como comandar equipes têm relação com o trabalho de Tite. O norte-americano acredita que nenhum jogador do elenco deve ser desprezado, enfatizando a importância de todos. O treinador deve ser tão exigente nos treinos com a estrela do time quanto com os menos utilizados. Dungy defende que é preciso respeitar seus comandados e não gritar com os atletas, permanecendo calmo mesmo em situações desfavoráveis.

Nos tempos de Corinthians, Tite era conhecido pelo bom relacionamento com seus atletas e procurava escalar seus titulares dependendo de quem treinasse melhor.

O norte-americano acredita que um time deve manter uma convicção na forma de jogo que não deve ser alterada mesmo com a mudança de atletas por causa de lesão.

“Fico contente que, de alguma forma, possa ter ajudado. Ele foi importante, sou grato a ele e pudemos crescer profissionalmente juntos. Fiz com a melhor das intenções”, disse Tite.

Quem é Tony Dungy?

Anthony Kevin Dungy, conhecido como Tony Dungy, foi jogador do Pittsburgh Steelers e venceu o Super Bowl XIII (em 1978). Atuando como safety, ele ainda jogou por San Francisco 49ers e New York Giants antes de encerrar a carreira.

No começo dos anos 80, ele começou a atuar fora das quatro linhas como assistente técnico na Universidade de Minnesota e coordenador defensivo de times da NFL – como Steelers, Kansas City Chiefs e Minnesota Vikings.

Em 1996, virou o treinador principal do Tampa Bay Buccaneers, onde ficou entre 1996 e 2001, antes de ir para o Indianapolis Colts, em 2002. Lá, ele venceu o Super Bowl XLI em 2007, quando Peyton Manning comandou o time em campo na vitória sobre o Chicago Bears.

O título com os Colts fez com que Dungy se tornasse o primeiro técnico afro-americano a vencer um Super Bowl. Ali, ele se tornaria, também, apenas o terceiro homem na história a ser campeão como jogador e como técnico.

Ele ainda colecionou outros feitos impressionantes, como chegar dez vezes seguidas aos playoffs e ter derrotado todos os 32 times da NFL.

Em 2009, Dungy anunciou sua aposentadoria como treinador pelos Colts. Desde então, ele trabalha como comentarista e como uma espécie de mentor de jogadores, dirigentes e donos de franquias da liga. E também ajuda a “refrescar a cabeça” de muita gente, como Adilson e Tite.

Fonte Oficial: ESPN.

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